quarta-feira, 20 de novembro de 2013

VI A QUARTA QUERENDO MORRER #6

Por Admilson Santa Cruz, não desta vez...


RESPOSTA À CARTA DO SILICONE VERDE

     Às vezes não damos importância para o que falamos, mas às vezes alguém acaba escutando. Isso é uma resposta ao texto 5.

Pra mim.


     Além de tudo eu aprendi a não querer que me deem todas as fórmulas certas para não querer acertar sempre.  Comecei a pedir que não demonstrem o que esperam de mim, pois além de opiniões irei seguir o meu coração. Aprendi a aceitar quem eu sou de verdade e a não querer ser igual a todos os outros, pois aquilo que você mais quer é justamente aquilo que só depende de você. 

    Eu também faço das lágrimas da tristeza a minha caneta de inspiração. Inspiração que vem principalmente do que me faz ser um aprendiz de um mestre em que sei que posso chamar de amigo.


     Confesso que ao começar a escrever isso estive ouvindo “Medusa” como fonte.

 “Nada nunca então será como antigamente, agora tudo vai mudar.” – Gotamas 

     Infelizmente, ou quem sabe felizmente, o fim do ano chegou e muitas coisas irão mudar. Irei levar ao decorrer da minha caminhada os seus ensinamentos. Prometo que irei tentar entender mais as pessoas e não julgá-las por serem quem são. Como você sabe, a vida aqui é bem diferente, meu foco é tentar uma vida melhor e vou me empenhar a isso. Mestre, obrigada principalmente por além de tudo me fazer perceber que o que as pessoas são é maior do que elas possuem; e isso será uma grande virtude para mim.


“Dimilson, me explica isso” “Professor, não entendi” “Professor, vai me passar no conselho de classe?”

“Vou ficar perto de você para te cuspir quando tiver explicando” “Ah, não enche!” “Se vira” "Sai, doida" "Deixa de ser frexada, menina" “Vou deixar o seu por último porque as pessoas feias são desprivilegiadas” “Senta ai, menina feia” “Se cala” “Ah, Natália, vai à merda” “Você não cansa de ser feia né?” “Se tu fosse mais nova te levava pra eu criar lá no quartim de casa” 


"Refletiu nos meus olhos adeus solidão. Duas histórias que se cruzam sem intenção. Combustível pra alma minha inspiração, povoando minha existência e imaginação."

- Maneva