RELEASE





Parte I – período pré-2010.

O projeto foi idealizado quando Admilson (conhecido como Admilson Santa Cruz, por ser natural desta cidade do interior do RN) e Amanda Amarillis se conheceram em 2003, dando início à busca, que durou cerca de 5 anos, pelo terceiro integrante da banda para ocupar a bateria. Durante este tempo, os dois realizaram projetos individuais e em 2008 entrou para a formação o baterista Roosevelt, consolidando o primeiro trabalho demo do grupo: Borboletas no Radiador. Contudo, por questões extraterrestres desconhecidas, Roosevelt não se manteve por muito tempo na banda, dando lugar a Diogo Camilo, no mesmo ano de 2008.
Depois do tempo de molho ensaiando, Admilson na voz/baixo, Amanda na voz/guitarra e Diogo na bateria, a banda se inscreveu em vários festivais com a demo Borboletas no Radiador, realizando sua 1ª apresentação em uma escola da cidade de Santa Cruz (RN), no dia da campanha nacional de vacinação contra a rubéola (muito tosco, não?).
Como nem tudo dá certo nessa vida, Diogo anuncia a sua saída da banda por questões dogmáticas religiosas (isso mesmo). Porém, ele concordou em permanecer até a gravação do 1º EP. “Até hoje não sabemos direito se Diogo faz ou não parte da banda”, dizia Admilson, na época. As gravações aconteceram no estúdio ProSounds, com Thiago Orelha na técnica e mixagem e Roosevelt na produção, e a masterização (e regravação de alguns sons) no Mega Estúdio, em Santa Cruz (RN), com o técnico Peon.
Pequenos shows foram agendados e Diogo, de uma vez por todas, dá lugar a Zé Neto, colega das noitadas de rock ‘n’ roll, blues e álcool.
Com apresentações marcadas, Amanda Amarillis sai da formação, motivada pela falta de tempo causada por atividades extra banda. Mais uma vez, o grupo encontrava problemas em se manter fixo, sendo difícil agregar pessoas com o mesmo objetivo musical. E, assim, Admilson entra em contato com Peon para realizar a gravação de um CD solo, sendo considerado o 2º CD “da banda”. Dá-se início à saga por novos músicos. Um éon novamente se inicia na história da banda que sempre termina antes de começar.

Parte II – período pós-2010.

O novo grupo se formou em outubro de 2010, quando Admilson convidou Rodrigo Sanches para dar continuidade ao trabalho dos Gotamas. “Foi um verdadeiro golpe de Estado”, dizia Admilson. Isso porque Rodrigo e Rennan Cavalcanti, atuais guitarristas, sempre tocaram juntos desde 2003, quando eram parte da banda de punk rock Celeuma, de Natal (RN).

História paralela:

Além deles, o Celeuma tinha Víctor Cavalcanti no baixo, Danilo Reis na voz e Adriano Wagner na bateria. O problema era que a banda começou a fazer um som mais limpo e a voz (desafinada pra caralho) do vocalista nem sempre ajudava. Passado algum tempo, o próprio anunciou sua saída da banda alegando não querer mais fazer parte de um grupo de pessoas que “não passam de meros desconhecidos”. Mais tarde foi a vez de Adriano, dizendo que queria “tocar com músicos de verdade”.
O estrelismo tava foda complicado, até que Danilo reaparece demonstrando arrependimento (também com uma voz um pouco melhor) e a banda recomeça do zero, com Dênis Lopes na bateria, que na verdade estava ali apenas para quebrar um galho para os amigos. A banda recebe o nome de “Belline” e chega a gravar a demo “Meu Lugar”, em 2008.
O grupo segue com Tarso Nunes na bateria, ocupando o posto de forma oficial. Contudo, sem encontrar oportunidades para mostrar seu trabalho, a banda encerra as suas atividades por pura “morgação” de passar o tempo todo ensaiando.

Voltando...

Para que a banda Gotamas voltasse à ativa, Rodrigo propôs a Admilson que assumisse somente a voz, dando lugar à entrada de Filipe Augusto no baixo, completando com Rodrigo e Rennan nas guitarras e Tarso na bateria. E cadê Víctor?
“Nós tínhamos a banda; Admilson tinha a voz. Casamos uma coisa com a outra e deu tudo certo”, dizia Rennan, na época.
Nessa formação, Gotamas realizou shows em diversos locais da capital e do interior do estado, entre eles: Beco da Lama, Bardallo’s, Estação Ribeira, VII Jornada Cultural da Rádio Comunitária Santa Rita (Santa Cruz – RN). A banda compôs duas novas músicas: Medusa e As Crônicas.
Com um ano, em outubro de 2011, Tarso, precisou se ausentar para assumir um emprego em outro estado. Entra na cena, então, Negão (Jonatas, pra quem quiser chamar assim) - que já tocava na banda Antiskieumorra.
Foi um ano também de apresentações em muitos locais, como: Bar da Meladinha – Beco da Lama; Festival Difusora – Rádio Comunitária de Santa Cruz; Projeto Viva Natal do grupo Amigos do Reggae em parceria com o SEBRAE/RN – Árvore de Natal de Mirassol. Surgiram também as canções Boi Quasar, Covardes e Consumistas, Depois de Crucificar, e outras.
Infelizmente, no final do ano, Negão precisou voltar para sua cidade natal, Rio de Janeiro (a maldição do baterista, que sempre sai da banda). Sem muita demora, chegou-se ao atual baterista, Jorge Cravo, abrindo uma oportunidade para revisar as músicas autorais e refletir sobre o planejamento a longo prazo dos trabalhos realizados pelo grupo. De lá pra cá, já rolou show na Cidade Alta, no Moto Fest de Santa Cruz (RN) e no tradicional Tributo a Raul Seixas, também em Santa Cruz (RN).
Finalmente, a banda é formada por Admilson Santa Cruz (voz), Rennan Cavalcanti (guitarra), Rodrigo Sanches (guitarra), Filipe Soares (baixo) e Jorge Cravo (bateria), além de Víctor Cavalcanti, auxiliando com sua habilidade fotográfica, dando apoio aos problemas burocráticos da banda e na divulgação em mídias.